domingo, 2 de agosto de 2020

ÂNIMO, É PASSAGEIRO !

" A vitalidade é demonstrada não apenas na habilidade de persistir, mas na habilidade, ATITUDE, de começar tudo de novo. F. Scott Fitzgerald"

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

FELIZ 2019 - O ANO DAS MUDANÇAS

Caros Amigos,

Nos caminhos que trilhamos experimentamos diversas impermanências e aprendemos que na vida temos muito poucas certezas.

Os americanos brincam que são apenas duas: vamos morrer e pagar impostos.

Se são duas, trocaríamos os impostos pela certeza de que na vida teremos problemas.
Grandes ou pequenos eles são inevitáveis!

Já que são uma certeza, suporta-los e supera-los depende apenas de nossa atitude.

Diante dessa inevitabilidade, neste início de ano que é marcado pela força das mudanças, queremos encorajá-los a viver o sonho e a certeza de que tudo pode mudar para melhor.

É necessário abrir os olhos e perceber que as boas coisas estão dentro de nos. Onde "os desejos não precisam de razão, nem os sentimentos de motivos".

O importante é viver cada momento, pois a vida esta nos olhos de quem sabe ver.

Desejamos que neste ano de 2019 vocês, sob as Graças do Senhor, realizem todos os seus sonhos.

FELIZ ANO NOVO !

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

TEMA PARA MEDITAÇÃO


" O Rabino brasileiro Nilton Bonder, jovem ainda e que faz sucesso editorial no Brasil e exterior, em sua obra Fronteiras da Inteligência, conta uma “história de um Rabino que foi procurado por um comerciante que se queixava que tinha aberto uma loja na mesma rua onde havia um concorrente e que esse conseguia movimento muito maior que o dele. Queria saber o porquê. O Rabino sugeriu que talvez o concorrente tivesse produtos melhores ou mais baratos. O Comerciante respondeu que observa tudo que ele tem e tinha igual por preço menor. O Rabino: talvez ele tenha uma seleção melhor de artigos. Impossível, rebateu o Comerciante, acompanho tudo que ele tem e, além de seus artigos, tenho outros que ele não tem; O Rabino: talvez o número de vendedores. Resposta, sei quantos tem e contrato mais do que ele. Rabino: quem sabe o horário dele é mais adequado? Impossível, permaneço aberto mais tempo do que ele. Aí o Rabino concluiu: já sei qual é o problema! Qual, inquiriu o comerciante defensivo. Resposta: Você está tão ocupado cuidando da loja dele que não consegue cuidar da sua!”

Vele Meditar!!!

sábado, 24 de fevereiro de 2018

TEMA PARA MEDITAÇÃO

"Quando você é inspirado por um grande propósito, por um projeto extraordinário, todos os seus pensamentos quebram barreiras, a sua mente transcende limitações, a sua consciência expande em várias direções e você passa a se ver em um novo, grande e maravilhoso mundo. Patanjali (Século III A.C.) "

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

A CRISE, VALORES E ATITUDES.

Meu propósito não é analisar a maior crise que o Brasil está vivendo em sua história. Crise moral, ética, trazida a luz pelas investigações da Lava Jato, e seus desdobramentos, que expuseram à exaustão a pilhagem dos cofres públicos por quadrilhas formadas pela classe política, com cumplicidade de todos os poderes, independente de filiação partidária, que se apropriaram do poder e exerceram de forma sistêmica processo de corrupção que arrasou as contas públicas, lavando ao colapso do Estado em detrimento da prestação de serviços básicos de saúde, educação segurança, infraestrutura tudo com o objetivo de perpetuação no poder e enriquecimento inimaginável.

O saldo da ação criminosa, que não pode passar impune, doe a quem doer, é a total falência do Estado e que, no meu entender, tem suas faces mais cruéis na formação de contingente de 38% de formados em universidade que são analfabetos funcionais no sentido da incapacidade de entenderem os textos que leem e nem realizarem as operações matemáticas básicas e na banalização da corrupção desenfreada.

A produtividade nacional é ridícula e é o reflexo desse quadro de desmando e da falta de competição endêmica provocada pelo jogo de cartas marcadas que foi institucionalizado na última década.
A crise é real, milhões de brasileiros perderem seus empregos e outros tantos foram lançados muito abaixo dos limites da pobreza total.

Minha motivação para postar esse texto é a crença inabalável de que é gente que faz acontecer e que milhões de brasileiros, que foram formados sob o primado de valores imutáveis de trabalho, dedicação, disciplina, compromisso, honestidade, respeito as pessoas e fé, continuam a trabalhar aumentando suas competências em consequência do enfrentamento de problemas, independentemente da situação de crise que ameaça a todos.

Essas virtudes irão prevalecer sobre os interesse dos quadrilheiros sem ética e seus cúmplices e apoiadores que não têm como negar a materialidade das malas de dinheiro de propinas e muitos milhões de Reais, e outros bens, apreendidos e identificados, que afrontam a sociedade brasileira. A Lava Jato segue implacável e há segmentos poderosos da sociedade que estão vigilantes e não permitirão que a impunidade prevaleça sinalizando para os jovens brasileiros que o crime compensa.

A reversão da crise virá em decorrência de nossas atitudes pessoais em relação a ela e posição de enfrentamento das forças que a geraram. As atitudes farão toda a diferença!

Victor Frankl (*) neurologista e psicanalista austríaco sobrevivente dos centros de extermínio de Judeus, Auschwitz e Dachau, no seu período de prisioneiro nesses campos, descreveu que quando todos os objetivos comum da vida estavam desfeitos só restava a “última liberdade humana- a capacidade de escolher a atitude pessoal que se assume diante de determinado conjunto de circunstâncias”

Charles Swindoll (**) pastor evangélico americano (Outubro de 1934 - ) em seu poema Atitude dá a melhor definição do impacto da atitude na vida: “.... Atitude para mim é mais importante que fatos. É mais importante do que o passado, que a educação, que o dinheiro, que as circunstâncias, que o fracasso, do que os outros pensam, dizem ou fazem. É mais importante que a aparência, dom ou habilidade. Ela fará prosperar ou ruir uma empresa, uma igreja... uma casa. O extraordinário é que todos os dias temos a chance de escolher como vamos encarar aquele dia. Não podemos mudar o fato de que as pessoas reagirão de determinada maneira. Não podemos mudar o inevitável. A única coisa que podemos fazer é continuar no único caminho que temos; esta é a nossa atitude. Estou convencido que a vida é 10% o que acontece comigo e 90% como reajo a isso. E assim é com você... estamos no comando das nossas atitudes”.

Com exceção de uns poucos exemplos que cresceram nessa crise, quase todos foram alcançados, com maior ou menor intensidade, por seus efeitos cruéis. Mas esse enorme contingente de brasileiros que preservaram os valores fundamentais, ainda que não tenham condições de mudar esse sistema corrupto, medíocre e injusto, haverão de lidar com essas perdas sem assumir a postura de vítimas, sem revolta, sem jogar a culpa em terceiros.

Cada um, entendendo que os problemas que está enfrentando deram a possibilidade de grande crescimento, precisa levantar, no âmbito de sua atuação, os erros cometidos, entender porque ocorreram e quais suas consequências na intensidade dos reflexos da crise que lhe atingiram pessoalmente.

Aí sim, a compreensão dos problemas, seu enfrentamento e superação, ou pelo menos a redução dos “danos colaterais”, terá propiciado grande aprendizado com significativo impacto nas suas competências. O resultado positivo de situação negativa!

A partir daí cumpre tomar a atitude de assumir sua responsabilidade pessoal continuando a trabalhar seguindo valores éticos, acumulando mais experiência e conhecimentos que certamente o levarão a alcançar o sucesso.

Dissertando sobre o tema sucesso, Viktor Frankl, diz: “Sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido, ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de dedicação pessoal a uma causa maior que a pessoa, ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser. A felicidade deve acontecer naturalmente, e o mesmo ocorre com o sucesso; vocês precisam deixa-lo acontecer não se preocupando com ele. Quero que vocês escutem o que sua consciência diz que devem fazer e coloquem-no em prática da melhor maneira possível. E então verão que alongo prazo – estou dizendo a longo prazo! - o sucesso vai persegui-los, precisamente porque vocês esqueceram de pensar nele”.

Que venha 2018!
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Fontes
(*) Viktor Frankl – Em Busca de Um Sentido: Um Psicólogo no Campo de Concentração – Editora Vozes – Já citado aqui neste Blog
(**) Charles Swindoll  ( 18 Outubro 1934 -   ) – Pastor Evangélico Americano, autor, radialista e educador comanda um programa de rádio que vai ao ar em 15 idiomas e mais de 2.000 estações ao redor do mundo ( inclusive no Brasil – “Razão Para Viver”) – Poema Atitude.

(***) William Douglas – Juiz Federal e Educador – O Valor das Pessoas e Empresas Face  a Crise Mundial – Dezembro 2008

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

SOCIEDADE CONDENADA!


- Quando você perceber que para produzir precisa obter a autorização de quem não produz nada;

- Quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens ou serviços mas com favores;

- Quando perceber que muitos ficaram ricos pelo suborno e por influência mais que pelo trabalho e que a leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário são eles que estão protegidos de você;

- Quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto sacrifício;

Então poderá afirmar, sem temor de errar, que a SOCIEDADE ESTA CONDENADA!
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Ayn Rand – 1920 – Filósofa Russo Americana – Judia fugitiva da Revolução Russa que chegou aos Estados Unidos na segunda metade da década de 20, com conhecimento de causa.



COMENTÁRIO DE MARCOS FERREIRA:

A propósito vale meditar sobre esse texto de 1651 que destaca o risco implícito:

 PERDEU A MORAL E A AUTORIDADE DE GOVERNAR O PAÍS. MOSTROU-SE INCONFIÁVEL, DESONESTO E INCOMPETENTE. 

E deu no que deu:


"Quando os homens vivem sem uma autoridade central para impor o respeito, resulta uma guerra de todos contra todos. A vida em sociedade degenera para a guerra civil. Não há lugar para o trabalho, pois seus frutos são incertos. Não há cultura, navegação, comércio, construções, transportes, conhecimento, artes, literatura; não há sociedade e, o que é pior, haverá sempre o medo e o perigo da morte violenta; a vida do homem é solitária, pobre, desagradável” (...) Outra consequência da guerra de todos os homens contra todos os homens é que se perdem as noções de certo e errado, de justiça e injustiça. Onde não há poder constituído, não há lei; onde não há lei, não há injustiça. Nessa guerra de todos contra todos, nada é injusto.”

Thomas Hobbes. Leviathan, 1651
Via Maria Thereza Waisberg

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O QUE NOS MOTIVA A COMPROMETER COM UM PROJETO?

A chegada de um ano novo, para a maioria das pessoas, é tempo de reflexão sobre o ano que passou e época para fazer novos planos, estabelecer metas, definir objetivos.  O olhar para o ano que findou traz, com frequência enorme, a constatação que a maioria das decisões do ano anterior se perdeu no tempo transcorrido e que muitas delas compõem o elenco dos novos propósitos.

Há algum tempo, Marcos Ferreira, meu amigo engenheiro, intelectual, estudioso da verdadeira natureza da mente e mestre em meditação, me levantou a questão sobre o que nos motiva a comprometer com um projeto ao comentar texto com o mesmo título postado por Leo Babauta (*) em seu blog que recebe mensalmente mais de um milhão de visitas (!).

Babauta que de 1973 até 2010 era fixado em metas e escrevia focado em produtividade e organização, após adotar um estilo de vida minimalista, passou a defender com vigor a tese do “no goals” (sem metas). A ideia central que defende é que “a melhor meta é não ter meta” (the best goal is no goal) e os argumentos são que livre das metas você se liberta para novas experiências, amplia seus horizontes, elas (metas) são irrealistas porque somos incapazes de prever o futuro, e por aí vai.

Pra lá de polêmico vai à contra mão de tudo que aprendemos, compartilhamos e praticamos e que é o senso comum: as metas são fundamentais em todos os aspectos de nossas vidas e não apenas nos negócios.  Em março de 2012 postei aqui, pela primeira vez, minha posição recorrente sobre metas e discordo totalmente da tese “no goals” que ele defende.

Mas se discordo por que levantar esse assunto aqui no blog que prega exatamente o contrário?

O fato é que Babauta, que tem outras ideias e colocações que são realmente muito boas sobre desenvolvimento de consciência, de comportamento e outros temas interessantes e, sobretudo, porque é um pensador seguido por milhões de leitores, nesse mesmo texto que Marcos Ferreira comenta, faz colocação lapidar sobre o que o motiva a se comprometer com algum objetivo (que ele faz questão de esclarecer que independe de estar ou não associado a alguma meta):

1.      Compromisso. Se (ele) esta comprometido a fazer algo para outra pessoa (tipo um sócio de negócio, um companheiro de ginástica ou para os leitores de seu blog).

2.      Um forte porque. Se ele realmente se importa com um projeto é porque tem uma forte razão para isso, como ajudar significativamente algumas pessoas ou beneficiar alguém com quem se importa ou, ainda, impactar sua vida de forma marcante. Esse porque evita que desista do projeto antes de concluí-lo.

Fantástico que esse formador de opinião, arauto do “no goals”, tenha esse pensamento a ponto de compartilha-lo com seus milhões de leitores.

Num ambiente de negócios repleto de incertezas, mudanças econômicas e práticas regulatórias, entre outras volatilidades, o uso intensivo de informações passou a ser a regra e a capacidade de coletá-las, interpretá-las e decidir a partir delas passou a ser crucial. Os trabalhadores do conhecimento de alto desempenho têm capacidade de priorizar, de trabalhar em equipe, de influenciar e tomar decisões. Possuem habilidade para resolução de problemas, agilidade de aprendizado, pro atividade e conhecimentos técnicos. 

Essas características dão a essas pessoas de desempenho superior capacidade de se adaptarem rapidamente às mudanças usando proativamente seus conhecimentos para identificarem prioridades e agirem para levarem adiante seus projetos. Asseguram também condições de trabalharem colaborando e influenciando outros membros da equipe espalhados pela estrutura e até dispersos geograficamente de modo que a organização como um todo seja mais eficaz.

Todos, gestores e colaboradores, precisam adquirir visão mais ampla do negócio que transcenda aos objetivos e metas individuais e alcance o desempenho da organização como um todo, isso significa se superar cumprindo suas metas e contribuindo significativamente para que outros cumpram as suas. A consequência é o aumento de receitas e resultados, quando não a própria sobrevivência.

O discurso é bom, mas como alcançar esse nível? Lógico que é difícil e aí até Leo Babauta, para quem, repetimos, a melhor meta é não ter meta, reconhece a necessidade de compromisso e de um porque para envolvimento em algum projeto.

Compromisso com cumprimento de metas e mudanças é uma característica marcante dos trabalhadores do conhecimento de alto desempenho. Pessoas que são os verdadeiros líderes e que compartilham esse compromisso aparentemente inesgotável e bem visível com as mudanças e o fazem porque acreditam piamente que o futuro da empresa depende delas. Entendem que sua participação é essencial para o sucesso da organização e envolvem-se com entusiasmo numa cruzada de satisfação pessoal.

É consenso que compromisso é o componente fundamental para cumprimento de metas e, ainda, que ele se estabelece a partir de um porque.

Victor Frankl (**), neurologista e psicanalista austríaco, fundador da logoterapia que é uma forma de análise existencial e é tratada como a “Terceira Escola Vienense de Psicoterapia” (sendo a Freudiana a Primeira e a Psicologia Individual de Adler a Segunda), e sobrevivente de campos de concentração nazistas, inclusive dos centros de extermínio de Auschwitz e Dachau, citava com frequência frase de Nietzsche: “Quem tem por que viver pode suportar quase qualquer como”.

Frankl, em seu período de prisioneiro nesses campos de concentração que se notabilizaram pelas barbáries que eram praticadas, cenários drásticos de fome, humilhação, medo, sofrimento, tortura e morte, realizou sessões terapêuticas nos seus companheiros de prisão com o propósito de “despertar num paciente o sentimento de que é responsável por algo perante a vida, por mais duras que sejam as circunstâncias, mesmo as mais miseráveis”.

Sobreviver, naquelas condições era encontrar um propósito na vida, e ninguém era capaz de dizer qual era aquele propósito; cada um tinha de descobrir o seu e aceitar a responsabilidade que sua resposta implicava. Quando todos os objetivos comuns da vida estavam desfeitos só restava a “última liberdade humana – a capacidade de escolher a atitude pessoal que se assume diante de determinado conjunto de circunstâncias”. Os que lograram êxito nessa busca pelo porque sobreviveram e continuaram a crescer a despeito de todas as indignidades.

A verdade é que não existe o “no goals”. Os propósitos, objetivos, metas sempre existirão em nossas vidas (podem ser relacionados ao nível de conhecimento, felicidade, etc.) e nos nossos negócios (resultados, geração de caixa, market share, etc.) sejam eles de que naturezas forem e para serem alcançados, conquistados é necessário muito compromisso, e compromisso é construído e consolidado pelo porque!

Esta é minha visão sobre o que nos motiva a comprometer com um projeto.
Fontes: (*) Leo Babauta - http://zenhabits.net/ What Really Motivates Us to Stick to a Project?
            (**) Viktor Frankl – Em Busca de Um Sentido: Um Psicólogo no Campo de Concentração. – Editora Vozes.