sábado, 24 de fevereiro de 2018
TEMA PARA MEDITAÇÃO
"Quando você é inspirado por um grande propósito, por um projeto extraordinário, todos os seus pensamentos quebram barreiras, a sua mente transcende limitações, a sua consciência expande em várias direções e você passa a se ver em um novo, grande e maravilhoso mundo. Patanjali (Século III A.C.) "
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
A CRISE, VALORES E ATITUDES.
Meu propósito não é analisar a maior crise que o Brasil está
vivendo em sua história. Crise moral, ética, trazida a luz pelas investigações
da Lava Jato, e seus desdobramentos, que expuseram à exaustão a pilhagem dos
cofres públicos por quadrilhas formadas pela classe política, com cumplicidade de
todos os poderes, independente de filiação partidária, que se apropriaram do
poder e exerceram de forma sistêmica processo de corrupção que arrasou as
contas públicas, lavando ao colapso do Estado em detrimento da prestação de
serviços básicos de saúde, educação segurança, infraestrutura tudo com o
objetivo de perpetuação no poder e enriquecimento inimaginável.
O saldo da ação criminosa, que não pode passar impune, doe a
quem doer, é a total falência do Estado e que, no meu entender, tem suas faces
mais cruéis na formação de contingente de 38% de formados em universidade que
são analfabetos funcionais no sentido da incapacidade de entenderem os textos
que leem e nem realizarem as operações matemáticas básicas e na banalização da
corrupção desenfreada.
A produtividade nacional é ridícula e é o reflexo desse
quadro de desmando e da falta de competição endêmica provocada pelo jogo de
cartas marcadas que foi institucionalizado na última década.
A crise é real, milhões de brasileiros perderem seus
empregos e outros tantos foram lançados muito abaixo dos limites da pobreza
total.
Minha motivação para postar esse texto é a crença inabalável
de que é gente que faz acontecer e que milhões de brasileiros, que foram
formados sob o primado de valores imutáveis de trabalho, dedicação, disciplina,
compromisso, honestidade, respeito as pessoas e fé, continuam a trabalhar
aumentando suas competências em consequência do enfrentamento de problemas,
independentemente da situação de crise que ameaça a todos.
Essas virtudes irão prevalecer sobre os interesse dos
quadrilheiros sem ética e seus cúmplices e apoiadores que não têm como negar a
materialidade das malas de dinheiro de propinas e muitos milhões de Reais, e
outros bens, apreendidos e identificados, que afrontam a sociedade brasileira.
A Lava Jato segue implacável e há segmentos poderosos da sociedade que estão
vigilantes e não permitirão que a impunidade prevaleça sinalizando para os
jovens brasileiros que o crime compensa.
A reversão da crise virá em decorrência de nossas atitudes
pessoais em relação a ela e posição de enfrentamento das forças que a geraram.
As atitudes farão toda a diferença!
Victor Frankl (*) neurologista e psicanalista austríaco
sobrevivente dos centros de extermínio de Judeus, Auschwitz e Dachau, no seu
período de prisioneiro nesses campos, descreveu que quando todos os objetivos
comum da vida estavam desfeitos só restava a “última liberdade humana- a
capacidade de escolher a atitude pessoal que se assume diante de determinado
conjunto de circunstâncias”
Charles Swindoll (**) pastor evangélico americano (Outubro
de 1934 - ) em seu poema Atitude dá a melhor definição do impacto da atitude na
vida: “.... Atitude para mim é mais importante que fatos. É mais importante do
que o passado, que a educação, que o dinheiro, que as circunstâncias, que o
fracasso, do que os outros pensam, dizem ou fazem. É mais importante que a
aparência, dom ou habilidade. Ela fará prosperar ou ruir uma empresa, uma
igreja... uma casa. O extraordinário é que todos os dias temos a chance de
escolher como vamos encarar aquele dia. Não podemos mudar o fato de que as
pessoas reagirão de determinada maneira. Não podemos mudar o inevitável. A
única coisa que podemos fazer é continuar no único caminho que temos; esta é a
nossa atitude. Estou convencido que a
vida é 10% o que acontece comigo e 90% como reajo a isso. E assim é com você...
estamos no comando das nossas atitudes”.
Com exceção de uns poucos exemplos que cresceram nessa crise,
quase todos foram alcançados, com maior ou menor intensidade, por seus efeitos
cruéis. Mas esse enorme contingente de brasileiros que preservaram os valores
fundamentais, ainda que não tenham condições de mudar esse sistema corrupto, medíocre
e injusto, haverão de lidar com essas perdas sem assumir a postura de vítimas,
sem revolta, sem jogar a culpa em terceiros.
Cada um, entendendo que os problemas que está enfrentando deram a
possibilidade de grande crescimento, precisa levantar, no âmbito de sua
atuação, os erros cometidos, entender porque ocorreram e quais suas consequências
na intensidade dos reflexos da crise que lhe atingiram pessoalmente.
Aí sim, a compreensão dos problemas, seu enfrentamento e superação,
ou pelo menos a redução dos “danos colaterais”, terá propiciado grande
aprendizado com significativo impacto nas suas competências. O resultado
positivo de situação negativa!
A partir daí cumpre tomar a atitude de
assumir sua responsabilidade pessoal continuando a trabalhar seguindo valores
éticos, acumulando mais experiência e conhecimentos que certamente o levarão a
alcançar o sucesso.
Dissertando sobre o tema sucesso, Viktor
Frankl, diz: “Sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido, ele deve
acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de dedicação pessoal a uma
causa maior que a pessoa, ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser. A
felicidade deve acontecer naturalmente, e o mesmo ocorre com o sucesso; vocês precisam
deixa-lo acontecer não se preocupando com ele. Quero que vocês escutem o que
sua consciência diz que devem fazer e coloquem-no em prática da melhor maneira
possível. E então verão que alongo prazo – estou dizendo a longo prazo! - o
sucesso vai persegui-los, precisamente porque vocês esqueceram de pensar nele”.
Que venha 2018!
_____________________________________________________________________________
Fontes
(*) Viktor Frankl – Em Busca de Um
Sentido: Um Psicólogo no Campo de Concentração – Editora Vozes – Já citado aqui
neste Blog
(**) Charles Swindoll ( 18 Outubro 1934 - ) – Pastor Evangélico Americano, autor,
radialista e educador comanda um programa de rádio que vai ao ar em 15 idiomas
e mais de 2.000 estações ao redor do mundo ( inclusive no Brasil – “Razão Para
Viver”) – Poema Atitude.
(***) William Douglas – Juiz Federal e
Educador – O Valor das Pessoas e Empresas Face a Crise Mundial – Dezembro 2008
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
SOCIEDADE CONDENADA!
- Quando você perceber que para produzir precisa obter a
autorização de quem não produz nada;
- Quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não
com bens ou serviços mas com favores;
- Quando perceber que muitos ficaram ricos pelo suborno e por
influência mais que pelo trabalho e que a leis não nos protegem deles, mas,
pelo contrário são eles que estão protegidos de você;
- Quando perceber que a corrupção é recompensada e a
honestidade se converte em auto sacrifício;
Então poderá afirmar, sem temor de errar, que a SOCIEDADE ESTA CONDENADA!
___________________________________________________________
Ayn Rand – 1920 –
Filósofa Russo Americana – Judia fugitiva da Revolução Russa que chegou aos Estados
Unidos na segunda metade da década de 20, com conhecimento de causa.
COMENTÁRIO DE MARCOS FERREIRA:
A propósito vale meditar sobre esse texto de 1651 que destaca o risco implícito:
PERDEU A MORAL E A AUTORIDADE DE GOVERNAR O PAÍS. MOSTROU-SE INCONFIÁVEL, DESONESTO E INCOMPETENTE.
E deu no que deu:
"Quando os homens vivem sem uma autoridade central para impor o respeito, resulta uma guerra de todos contra todos. A vida em sociedade degenera para a guerra civil. Não há lugar para o trabalho, pois seus frutos são incertos. Não há cultura, navegação, comércio, construções, transportes, conhecimento, artes, literatura; não há sociedade e, o que é pior, haverá sempre o medo e o perigo da morte violenta; a vida do homem é solitária, pobre, desagradável” (...) Outra consequência da guerra de todos os homens contra todos os homens é que se perdem as noções de certo e errado, de justiça e injustiça. Onde não há poder constituído, não há lei; onde não há lei, não há injustiça. Nessa guerra de todos contra todos, nada é injusto.”
Thomas Hobbes. Leviathan, 1651
Via Maria Thereza Waisberg
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
O QUE NOS MOTIVA A COMPROMETER COM UM PROJETO?
A chegada de um ano novo, para a maioria das pessoas, é tempo
de reflexão sobre o ano que passou e época para fazer novos planos, estabelecer
metas, definir objetivos. O olhar para o
ano que findou traz, com frequência enorme, a constatação que a maioria das
decisões do ano anterior se perdeu no tempo transcorrido e que muitas delas
compõem o elenco dos novos propósitos.
Há algum tempo, Marcos Ferreira, meu amigo engenheiro,
intelectual, estudioso da verdadeira natureza da mente e mestre em meditação, me levantou a questão sobre o que
nos motiva a comprometer com um projeto ao comentar texto com o mesmo título
postado por Leo Babauta (*) em seu blog que recebe mensalmente mais de um
milhão de visitas (!).
Babauta que de 1973 até 2010 era fixado em metas e escrevia
focado em produtividade e organização, após adotar um estilo de vida
minimalista, passou a defender com vigor a tese do “no goals” (sem metas). A
ideia central que defende é que “a melhor meta é não ter meta” (the best goal
is no goal) e os argumentos são que livre das metas você se liberta para novas
experiências, amplia seus horizontes, elas (metas) são irrealistas porque somos
incapazes de prever o futuro, e por aí vai.
Pra lá de polêmico vai à contra mão de tudo que aprendemos,
compartilhamos e praticamos e que é o senso comum: as metas são fundamentais em
todos os aspectos de nossas vidas e não apenas nos negócios. Em março de 2012 postei aqui, pela primeira
vez, minha posição recorrente sobre metas e discordo totalmente da tese “no
goals” que ele defende.
Mas se discordo por que levantar esse assunto aqui no blog
que prega exatamente o contrário?
O fato é que Babauta, que tem outras ideias e colocações que
são realmente muito boas sobre desenvolvimento de consciência, de comportamento
e outros temas interessantes e, sobretudo, porque é um pensador seguido por
milhões de leitores, nesse mesmo texto que Marcos Ferreira comenta, faz
colocação lapidar sobre o que o motiva a se comprometer com algum objetivo (que
ele faz questão de esclarecer que independe de estar ou não associado a alguma
meta):
1. Compromisso. Se (ele) esta
comprometido a fazer algo para outra pessoa (tipo um sócio de negócio, um
companheiro de ginástica ou para os leitores de seu blog).
2. Um forte porque. Se ele realmente se
importa com um projeto é porque tem uma forte razão para isso, como ajudar
significativamente algumas pessoas ou beneficiar alguém com quem se importa ou,
ainda, impactar sua vida de forma marcante. Esse porque evita que desista do
projeto antes de concluí-lo.
Fantástico que esse formador de opinião, arauto do “no
goals”, tenha esse pensamento a ponto de compartilha-lo com seus milhões de
leitores.
Num
ambiente de negócios repleto de incertezas, mudanças econômicas e práticas
regulatórias, entre outras volatilidades, o uso intensivo de informações
passou a ser a regra e a capacidade de coletá-las, interpretá-las e decidir a
partir delas passou a ser crucial. Os trabalhadores do conhecimento de alto desempenho
têm capacidade de priorizar, de trabalhar em equipe, de influenciar e tomar
decisões. Possuem habilidade para resolução de problemas, agilidade de
aprendizado, pro atividade e conhecimentos técnicos.
Essas características dão a
essas pessoas de desempenho superior capacidade de se adaptarem rapidamente às
mudanças usando proativamente seus conhecimentos para identificarem prioridades
e agirem para levarem adiante seus projetos. Asseguram também condições de
trabalharem colaborando e influenciando outros membros da equipe espalhados
pela estrutura e até dispersos geograficamente de modo que a organização como
um todo seja mais eficaz.
Todos, gestores e
colaboradores, precisam adquirir visão mais ampla do negócio que transcenda aos
objetivos e metas individuais e alcance o desempenho da organização como
um todo, isso significa se superar cumprindo suas metas e contribuindo
significativamente para que outros cumpram as suas. A consequência é o
aumento de receitas e resultados, quando não a própria sobrevivência.
O discurso é bom, mas como
alcançar esse nível? Lógico que é difícil e aí até Leo Babauta, para quem,
repetimos, a melhor meta é não ter meta, reconhece a necessidade de compromisso
e de um porque para envolvimento em algum projeto.
Compromisso com cumprimento de metas e mudanças é uma
característica marcante dos trabalhadores do conhecimento de alto desempenho.
Pessoas que são os verdadeiros líderes e que compartilham esse compromisso
aparentemente inesgotável e bem visível com as mudanças e o fazem porque
acreditam piamente que o futuro da empresa depende delas. Entendem que sua
participação é essencial para o sucesso da organização e envolvem-se com
entusiasmo numa cruzada de satisfação pessoal.
É consenso que compromisso é o componente fundamental para
cumprimento de metas e, ainda, que ele se estabelece a partir de um porque.
Victor Frankl (**), neurologista e psicanalista austríaco,
fundador da logoterapia que é uma forma de análise existencial e é tratada como
a “Terceira Escola Vienense de Psicoterapia” (sendo a Freudiana a Primeira e a
Psicologia Individual de Adler a Segunda), e sobrevivente de campos de
concentração nazistas, inclusive dos centros de extermínio de Auschwitz e
Dachau, citava com frequência frase de Nietzsche: “Quem tem por que viver pode
suportar quase qualquer como”.
Frankl, em seu período de prisioneiro nesses campos de
concentração que se notabilizaram pelas barbáries que eram praticadas, cenários
drásticos de fome, humilhação, medo, sofrimento, tortura e morte, realizou
sessões terapêuticas nos seus companheiros de prisão com o propósito de
“despertar num paciente o sentimento de que é responsável por algo perante a
vida, por mais duras que sejam as circunstâncias, mesmo as mais miseráveis”.
Sobreviver, naquelas condições era encontrar um propósito na
vida, e ninguém era capaz de dizer qual era aquele propósito; cada um tinha de
descobrir o seu e aceitar a responsabilidade que sua resposta implicava. Quando
todos os objetivos comuns da vida estavam desfeitos só restava a “última
liberdade humana – a capacidade de escolher a atitude pessoal que se assume
diante de determinado conjunto de circunstâncias”. Os que lograram êxito nessa
busca pelo porque sobreviveram e continuaram a crescer a despeito de todas as
indignidades.
A verdade é que não existe o “no goals”. Os propósitos,
objetivos, metas sempre existirão em nossas vidas (podem ser relacionados ao
nível de conhecimento, felicidade, etc.) e nos nossos negócios (resultados,
geração de caixa, market share, etc.) sejam eles de que naturezas forem e para
serem alcançados, conquistados é necessário muito compromisso, e compromisso é
construído e consolidado pelo porque!
Esta é minha visão sobre o que nos
motiva a comprometer com um projeto.
Fontes: (*) Leo
Babauta - http://zenhabits.net/ What Really Motivates Us to Stick to a Project?
(**) Viktor Frankl – Em Busca de Um Sentido: Um Psicólogo no Campo
de Concentração. – Editora Vozes.
sábado, 20 de setembro de 2014
PLANEJE MELHOR E NÃO PRORROGUE PRAZOS
No mundo dos
negócios, em que inapelavelmente todos vivemos, há constante pressão por
cumprimento de metas e prazos e não há como fugir dessa realidade.
O ser
humano, e em especial o brasileiro, tem tendência a procrastinar demais, basta
ver a movimentação de última hora para entrega de declarações de renda, só para
citarmos um evento que afeta milhões de pessoas e cuja pressão no limite do
prazo fatal é pública e notória, ano após ano. Todos se lembram da correria de
última hora para conclusão das obras da copa (embora nesses casos tenha havido
influência de fatores de outras naturezas) e qualquer um que refletir bem vai
recordar que aqui ou ali já procrastinou (o aqui e ali é para ser bem
condescendente).
Com essa
característica, quem é responsável por fazer as coisas acontecerem deve ficar
atento ao cumprimento de prazos.
Heidi Grant
Halvorson (*), escritora e palestrante americana, em um post em seu blog em
meados de 2013, defendeu a tese que prorrogar prazos estimula a procrastinação
e vale compartilhar sua linha de raciocínio pela recorrência do tema e
credenciais da autora.
Ela
argumenta baseada em pesquisas (embora não cite a fonte) que passada a sensação
de alivio pela extensão dos prazos as pessoas têm enorme dificuldade em
utilizar o tempo adicional com sabedoria e logo voltam a enfrentar o mesmo
problema de pressão, de stress, de sensação urgência e ansiedade, só que aí já
se perdeu o tempo ganho sem alcançar o objetivo projetado.
Questiona o porquê
alongar cronogramas se perde tempo e cria problemas como, por exemplo, a perda
de motivação. Justifica a afirmativa com conclusão de psicólogos do inicio de
século passado que indicam que a motivação aumenta à medida que a distancia
para alcançar a meta diminui. Isso ocorre no nível inconsciente e essa
afirmação é verdadeira qualquer que seja o objetivo a ser alcançado e eu
pessoalmente experimento essa sensação quando em minhas participações em meias
maratonas sinto que ao aproximar da linha de chegada a motivação alcança o nível
muito superior. Quando você alonga o prazo aumenta a distância da linha de
chegada, a atenção perde o foco e há o risco de surgirem outras prioridades.
Outro
problema que aponta é que o alongamento de prazo tira a pressão e estimula a
procrastinação. Procrastinadores, até de forma inconsciente, argumentam que
trabalham melhor sobre pressão. Heidi Grant
contesta essa posição, ninguém trabalha melhor sobre pressão. Isso não faz
sentido algum. Na realidade a “pressão” a que se referem é aquele tempo suficiente
para completarem a tarefa. Ou seja, se tiver pressão trabalham caso contrário
não.
Um terceiro
problema é a dificuldade de se avaliar o tempo necessário para fazer qualquer
coisa. Os psicólogos definem esse fato como falácia de planejamento, isso pela tendência
generalizada de se subestimar o tempo necessário para fazer o que precisa ser
feito e também pela crença de que tudo vai dar certo e que imprevistos não vão
ocorrer. Com frequência os tempos para completar tarefas intermediárias, e os
possíveis atrasos nessas fases, também não são corretamente avaliados. Em
consequências os cronogramas ficam condicionados aos melhores cenários que
quase nunca ocorrem.
Pense bem,
se tudo isso é conhecido e traduz a realidade, não prorrogue prazos, planeje
melhor!
Para isso,
defina claramente as metas a serem atingidas e estabeleça metas intermediárias
em prazos mais curtos para manter a motivação e facilitar os controles.
Na fase de
planejamento identifique todos os problemas fundamentais a serem superados e
analise suas causas e fatores que possam afetar a execução. Considere também
possíveis cenários mais desfavoráveis e seus efeitos.
Coloque o
plano em prática envolvendo todos os participantes da ação nos mínimos detalhes
no âmbito de suas responsabilidades e estimule ao máximo o trabalho em equipe de
modo que todos colaborem para que as metas individuais sejam alcançadas.
Acompanhe a execução
das ações planejadas e faça com que as metas intermediárias sejam atingidas nos
prazos definidos.
Introduza as
correções que forem necessárias e padronize todas as operações.
A prática
continuada dessa ação resultara na formação de profissionais de alto desempenho
com capacidade de trabalhar em equipe, de definir prioridades, de consolidar a
consciência organizacional e de agir proativamente e prorrogação de prazos e
metas não alcançadas não farão parte de suas preocupações fundamentais.
(*) Heidi
Grant Halvorson, PhD, é diretora do “Motivation Science Center” na Universidade
de Columbia, palestrante e autora de livros de gestão de projetos, motivação e
foco.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
QUESTÃO DE SORTE?
No mundo corporativo ou na vida
das pessoas sempre foi muito comum atribuir-se à sorte o sucesso alcançado. Embora o fator sorte exista e não pode ser desprezado,
essa ideia que o sucesso depende fundamentalmente dele decorre da tendência de
algumas pessoas, ainda que inconscientemente,
diminuírem o mérito de conquistas alheias para compensar suas
inabilidades em alcançarem resultados equivalentes.
A verdade é que os aparentemente
“sortudos” têm atitudes que os colocam em posição de aproveitar todas as
oportunidades que surgem e os resultados aparecem em consequência de suas
ações.
Entre o muito que já se escreveu
sobre isso, quero compartilhar algumas dicas que o escritor Kevin Daum (*)
relaciona como sendo as cinco coisas que os “super sortudos” fazem e que podem
lhe trazer muita sorte também.
Foque
nos seus pontos fortes – muito tempo e energia são desperdiçados tentando fazer
coisas que provavelmente você não faz bem. Concentre no que você é realmente
bom e faz bem, delegando todo o resto para outras pessoas ou encontre um
parceiro que supra suas deficiências. Logo você verá as oportunidades que surgirão
e os resultados que obterá.
2. Antecipe-se,
prepare-se com antecedência – Pessoas “sem sorte” são reativas e não se
preparam para o que pode acontecer ou dar errado. Avalie todas as situações e
cenários possíveis e se prepare para superar os obstáculos que surgirem.
Importante é dispor de processo de tomada de decisão inteligente em face de
imprevistos.
3. Comece
cedo – O dia parece ter mais horas para aqueles de começam cedo, mas o mais
importante da dica não se refere apenas à hora que se inicia, mas sim não
colocar o máximo da energia só em coisas que apresentam resultados imediatos.
Fundamental é se preparar e semear com antecedência para colher os frutos na
hora certa.
4. Consolide
network com o máximo de pessoas possíveis – O segredo do sucesso é o acesso a
oportunidades e elas surgem em função da influência que você exerce sobre as
pessoas. Quanto mais valor você entregar mais influência terá e seu alcance
será mais longo. As oportunidades serão trazidas a você naturalmente.
5. Pro
atividade e follow up – As oportunidades surgem e desaparecem rapidamente. As demoras de respostas e ações subsequentes são
responsáveis pelo desperdício de oportunidades que surgem continuamente e suas
perdas acabam sendo atribuídas à má sorte.
As credenciais do autor das
dicas, Kevin Daum, recomendam que elas sejam consideradas seriamente.
Vale meditar...
(*) Kevin Daum autor de best
sellers, colunista, palestrante, coach empresarial, produtor de “talk show” em
rádio de New York. Fundou também, entre outras, empresa bilionária de serviços
financeiros que participou da relação dos 500 maiores negócios americanos até
ser vendida em 2007.
domingo, 19 de janeiro de 2014
O DESAFIO DE MOTIVAR SUA EQUIPE
O QUE UMA PESSOA PODERÁ SER DEVERÁ SER! (“WHAT YOU CAM BE, YOU MUST BE”)
Abraham Maslow
Sem ousar me aventurar no campo da psicologia e suas escolas, e sem
aprofundar no tema por falta de qualificação, quero compartilhar aqui algumas
idéias e conceitos definidos por Abraham Maslow* (1908/1970), que ficou famoso
por sua Pirâmide de Necessidades e seus estudos sobre crescimento e
desenvolvimento pessoais e pelo uso da psicologia como instrumento de promoção
de bem estar social e psicológico.
A Hierarquia das Necessidades de Maslow, exposta em sua obra “Motivation
and Personality”, é um dos principais trabalhos relativos à motivação e é
desenvolvido a partir da identificação de cinco níveis de necessidades que os
seres humanos precisam para alcançar estágio satisfatório de saúde psicológica
e que são organizadas, em sua representação, por uma Pirâmide segundo seu grau
de importância crescente.
- No nível inferior situam-se as necessidades fisiológicas como se alimentar, beber, dormir, reproduzir e trabalhar.
- No segundo nível encontram-se as necessidades de segurança como ter abrigo e se sentir seguro.
- No terceiro nível estão as necessidades sociais, de pertencimento e de amor. As necessidades de se sentir como parte do grupo e ser aceito.
- No quarto patamar estão as necessidades de auto-estima, de se sentir bem a respeito de si mesmo e ser reconhecido por suas conquistas.
- No quinto, topo da pirâmide, encontra-se a necessidade de "auto-realização", que é a necessidade de realização pessoal, crescimento e desenvolvimento.
A
tese central do trabalho de Maslow é resumida na expressão:
“What you CAN be you MUST be”– O que você PODE ser você DEVE ser!
Isso
significa a necessidade do ser humano se “auto-atualizar” e viver de forma a
expressar o máximo de suas potencialidades, talentos e capacidades conquistando
grande saúde psicológica e altos níveis de bem-estar. O pintor deve pintar, o
escultor esculpir, o músico fazer música, o empreendedor empreender, todos
fieis às suas naturezas interiores e isso não é questão de capricho ou vaidade,
mas sim de uma necessidade natural do ser humano.
Uma pessoa
“auto-atualizada” seria alguém comum de quem nada foi tirado, ou seja, que
alcançou seus sonhos e aspirações atingindo um nível de funcionamento melhor,
mais saudável do que os homens e mulheres comuns.
Alguém criativo
que tem boa percepção da realidade, aceita as mudanças e lida bem com o
desconhecido; aceita a si próprio, é espontâneo e simples na forma de agir; é
centrado e tem autonomia independente da opinião de outras pessoas. Mente
aberta, humilde respeita os outros; mantém relações interpessoais profundas com
círculos restritos de pessoas; ético faz o bem e não o mal; olha mais os meios
que os fins. Preocupa-se com a “espécie humana” que vê como sua família.
A “auto-atualização” é o estágio
máximo da satisfação das necessidades humanas e para evoluir nessa escalada da pirâmide o ser humano tem de
satisfazer as necessidades do estágio anterior num processo de crescimento até
alcançar o topo.
O
compartilhar aqui essas idéias, como o leitor já deve per percebido, está
vinculado à tese de que o fator humano é sempre crucial, é gente que faz
acontecer e isso nos leva a procurar entender o que pode inspirar e motivar pessoas
e equipes a desenvolverem o máximo de seu potencial.
Planejamentos
Estratégicos e Planos de Negócios por si mesmos não são suficientes para
alcançar esses resultados, precisam ser complementados pelo compartilhamento de
uma visão comum, desenvolvimento de autoconfiança e entusiasmo. Os líderes
precisam compreender que as pessoas não são iguais e têm diferentes
necessidades e esses aspectos devem ser levados em conta no processo de
motivação.
Salários
adequados, local de trabalho seguro e bom ambiente, incentivos não financeiros,
tratamento de “gente” motivam pessoas que buscam segurança.
Demonstração
de respeito, procurar conhecer as pessoas, delegação de autoridade,
reconhecimento, comunicação e envolvimento na tomada de decisões, encorajamento
de idéias, elogios e celebrações dos sucessos motivam os que necessitam de
estima.
Colocar
novos trabalhos e desafios e apoiar para conclusão de novas tarefas, tornar o
trabalho interessante, incentivar as pessoas a pensarem por si mesmas, fornecer
informações, checar o que as motiva e oferecer o máximo de treinamento são os
fatores que estimulam os que têm necessidades de crescimento.
Para os
lideres é importante também saber identificar os sinais de desmotivação:
acréscimo de afastamento por doenças, aumento do absenteísmo, atrasos, falta de
comunicação, trabalho deficiente, atitude, frustração e, sobretudo, falta de
entrega de resultados.
Os principais
fatores de desmotivação de equipes são a falta de reconhecimento, a falta de
envolvimento, a centralização, o não escutar, a falta de encorajamento, o tédio,
o excesso de trabalho e de críticas.
Os verdadeiros
líderes, com capacidade de planejamento e organização, de seleção e alinhamento
do time, com habilidade no estabelecimento de metas e de gestão de
complexidades mantendo o foco nos fatores críticos de sucesso e lidando com as
incertezas, promovendo comunicação eficiente e eficaz, dominando e praticando esses
fatores de motivação fazem a grande diferença e possibilitam a obtenção de
resultados excepcionais tudo num ambiente em que todos são mais felizes e
psicologicamente mais saudáveis.
Para
fechar esse Tema para Meditação, quero compartilhar aqui também pensamento do
escritor político Gilbert Chesterton** (1874/1936) que aponta o ponto crucial
de todo esse assunto: - “... não é que eles não possam ver a solução. É que
eles não conseguem ver o problema”.
Isso é
muito sério! Bom meditar sobre o tema.
_______________________________________________________________________________
(*) Abraham Maslow (1908/1970) – Psicólogo americano,
primeira geração de família judia que fugiu das perseguições na Rússia Czarista
e que ficou famoso por suas teorias sobre a hierarquia das necessidades humanas
e estudos sobre motivação.
(**)
Gilbert Chesterton (1874/1936) – Teólogo, poeta, jornalista e escritor político
com críticas mordazes tanto aos Conservadores quanto aos Progressistas no Reino
Unido.
Fontes: Ka
Tavares – Resenha crítica Abraham Maslow e a Psicologia da Auto-Atualização;
Vasco Gaspar – Motivation and Personality (Abraham Maslow) What you Cam be you
MUST be. Baseado num trabalho de Brian Johnson, Philosopher Notes.
1.
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