sexta-feira, 2 de maio de 2014

QUESTÃO DE SORTE?

No mundo corporativo ou na vida das pessoas sempre foi muito comum atribuir-se à sorte o sucesso alcançado.  Embora o fator sorte exista e não pode ser desprezado, essa ideia que o sucesso depende fundamentalmente dele decorre da tendência de algumas pessoas, ainda que inconscientemente,  diminuírem o mérito de conquistas alheias para compensar suas inabilidades em alcançarem resultados equivalentes.

A verdade é que os aparentemente “sortudos” têm atitudes que os colocam em posição de aproveitar todas as oportunidades que surgem e os resultados aparecem em consequência de suas ações.

Entre o muito que já se escreveu sobre isso, quero compartilhar algumas dicas que o escritor Kevin Daum (*) relaciona como sendo as cinco coisas que os “super sortudos” fazem e que podem lhe trazer muita sorte também.

            Foque nos seus pontos fortes – muito tempo e energia são desperdiçados tentando fazer coisas que provavelmente você não faz bem. Concentre no que você é realmente bom e faz bem, delegando todo o resto para outras pessoas ou encontre um parceiro que supra suas deficiências. Logo você verá as oportunidades que surgirão e os resultados que obterá.

2.           Antecipe-se, prepare-se com antecedência – Pessoas “sem sorte” são reativas e não se preparam para o que pode acontecer ou dar errado. Avalie todas as situações e cenários possíveis e se prepare para superar os obstáculos que surgirem. Importante é dispor de processo de tomada de decisão inteligente em face de imprevistos.

3.          Comece cedo – O dia parece ter mais horas para aqueles de começam cedo, mas o mais importante da dica não se refere apenas à hora que se inicia, mas sim não colocar o máximo da energia só em coisas que apresentam resultados imediatos. Fundamental é se preparar e semear com antecedência para colher os frutos na hora certa.

4.         Consolide network com o máximo de pessoas possíveis – O segredo do sucesso é o acesso a oportunidades e elas surgem em função da influência que você exerce sobre as pessoas. Quanto mais valor você entregar mais influência terá e seu alcance será mais longo. As oportunidades serão trazidas a você naturalmente.

5.         Pro atividade e follow up – As oportunidades surgem e desaparecem rapidamente.  As demoras de respostas e ações subsequentes são responsáveis pelo desperdício de oportunidades que surgem continuamente e suas perdas acabam sendo atribuídas à má sorte.

As credenciais do autor das dicas, Kevin Daum, recomendam que elas sejam consideradas seriamente.

Vale meditar...


(*) Kevin Daum autor de best sellers, colunista, palestrante, coach empresarial, produtor de “talk show” em rádio de New York. Fundou também, entre outras, empresa bilionária de serviços financeiros que participou da relação dos 500 maiores negócios americanos até ser vendida em 2007.

domingo, 19 de janeiro de 2014

O DESAFIO DE MOTIVAR SUA EQUIPE

O QUE UMA PESSOA PODERÁ SER DEVERÁ SER! (“WHAT YOU CAM BE, YOU MUST BE”)

                                                                                                                                                    Abraham Maslow                                           

Sem ousar me aventurar no campo da psicologia e suas escolas, e sem aprofundar no tema por falta de qualificação, quero compartilhar aqui algumas idéias e conceitos definidos por Abraham Maslow* (1908/1970), que ficou famoso por sua Pirâmide de Necessidades e seus estudos sobre crescimento e desenvolvimento pessoais e pelo uso da psicologia como instrumento de promoção de bem estar social e psicológico.

A Hierarquia das Necessidades de Maslow, exposta em sua obra “Motivation and Personality”, é um dos principais trabalhos relativos à motivação e é desenvolvido a partir da identificação de cinco níveis de necessidades que os seres humanos precisam para alcançar estágio satisfatório de saúde psicológica e que são organizadas, em sua representação, por uma Pirâmide segundo seu grau de importância crescente.

     
  • No nível inferior situam-se as necessidades fisiológicas como se alimentar, beber, dormir, reproduzir e trabalhar.
  • No segundo nível encontram-se as necessidades de segurança como ter abrigo e se sentir seguro.
  • No terceiro nível estão as necessidades sociais, de pertencimento e de amor. As necessidades de se sentir como parte do grupo e ser aceito.
  • No quarto patamar estão as necessidades de auto-estima, de se sentir bem a respeito de si mesmo e ser reconhecido por suas conquistas.
  • No quinto, topo da pirâmide, encontra-se a necessidade de "auto-realização", que é a necessidade de realização pessoal, crescimento e desenvolvimento.

A tese central do trabalho de Maslow é resumida na expressão:

 “What you CAN be you MUST be”– O que você PODE ser você DEVE ser!

Isso significa a necessidade do ser humano se “auto-atualizar” e viver de forma a expressar o máximo de suas potencialidades, talentos e capacidades conquistando grande saúde psicológica e altos níveis de bem-estar. O pintor deve pintar, o escultor esculpir, o músico fazer música, o empreendedor empreender, todos fieis às suas naturezas interiores e isso não é questão de capricho ou vaidade, mas sim de uma necessidade natural do ser humano.

Uma pessoa “auto-atualizada” seria alguém comum de quem nada foi tirado, ou seja, que alcançou seus sonhos e aspirações atingindo um nível de funcionamento melhor, mais saudável do que os homens e mulheres comuns.

Alguém criativo que tem boa percepção da realidade, aceita as mudanças e lida bem com o desconhecido; aceita a si próprio, é espontâneo e simples na forma de agir; é centrado e tem autonomia independente da opinião de outras pessoas. Mente aberta, humilde respeita os outros; mantém relações interpessoais profundas com círculos restritos de pessoas; ético faz o bem e não o mal; olha mais os meios que os fins. Preocupa-se com a “espécie humana” que vê como sua família.

A “auto-atualização” é o estágio máximo da satisfação das necessidades humanas e para evoluir nessa escalada da pirâmide o ser humano tem de satisfazer as necessidades do estágio anterior num processo de crescimento até alcançar o topo.

O compartilhar aqui essas idéias, como o leitor já deve per percebido, está vinculado à tese de que o fator humano é sempre crucial, é gente que faz acontecer e isso nos leva a procurar entender o que pode inspirar e motivar pessoas e equipes a desenvolverem o máximo de seu potencial.

Planejamentos Estratégicos e Planos de Negócios por si mesmos não são suficientes para alcançar esses resultados, precisam ser complementados pelo compartilhamento de uma visão comum, desenvolvimento de autoconfiança e entusiasmo. Os líderes precisam compreender que as pessoas não são iguais e têm diferentes necessidades e esses aspectos devem ser levados em conta no processo de motivação.

Salários adequados, local de trabalho seguro e bom ambiente, incentivos não financeiros, tratamento de “gente” motivam pessoas que buscam segurança.

Demonstração de respeito, procurar conhecer as pessoas, delegação de autoridade, reconhecimento, comunicação e envolvimento na tomada de decisões, encorajamento de idéias, elogios e celebrações dos sucessos motivam os que necessitam de estima.

Colocar novos trabalhos e desafios e apoiar para conclusão de novas tarefas, tornar o trabalho interessante, incentivar as pessoas a pensarem por si mesmas, fornecer informações, checar o que as motiva e oferecer o máximo de treinamento são os fatores que estimulam os que têm necessidades de crescimento.

Para os lideres é importante também saber identificar os sinais de desmotivação: acréscimo de afastamento por doenças, aumento do absenteísmo, atrasos, falta de comunicação, trabalho deficiente, atitude, frustração e, sobretudo, falta de entrega de resultados.

Os principais fatores de desmotivação de equipes são a falta de reconhecimento, a falta de envolvimento, a centralização, o não escutar, a falta de encorajamento, o tédio, o excesso de trabalho e de críticas.

Os verdadeiros líderes, com capacidade de planejamento e organização, de seleção e alinhamento do time, com habilidade no estabelecimento de metas e de gestão de complexidades mantendo o foco nos fatores críticos de sucesso e lidando com as incertezas, promovendo comunicação eficiente e eficaz, dominando e praticando esses fatores de motivação fazem a grande diferença e possibilitam a obtenção de resultados excepcionais tudo num ambiente em que todos são mais felizes e psicologicamente mais saudáveis.

Para fechar esse Tema para Meditação, quero compartilhar aqui também pensamento do escritor político Gilbert Chesterton** (1874/1936) que aponta o ponto crucial de todo esse assunto: - “... não é que eles não possam ver a solução. É que eles não conseguem ver o problema”.

Isso é muito sério! Bom meditar sobre o tema.
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(*)  Abraham Maslow (1908/1970) – Psicólogo americano, primeira geração de família judia que fugiu das perseguições na Rússia Czarista e que ficou famoso por suas teorias sobre a hierarquia das necessidades humanas e estudos sobre motivação.
(**) Gilbert Chesterton (1874/1936) – Teólogo, poeta, jornalista e escritor político com críticas mordazes tanto aos Conservadores quanto aos Progressistas no Reino Unido.

Fontes: Ka Tavares – Resenha crítica Abraham Maslow e a Psicologia da Auto-Atualização; Vasco Gaspar – Motivation and Personality (Abraham Maslow) What you Cam be you MUST be. Baseado num trabalho de Brian Johnson, Philosopher Notes.

                  

1.   

domingo, 15 de dezembro de 2013

FRAQUEZAS DE LIDERANÇAS OU CUIDADOS PARA NÃO SER AGENTE DE DESMOTIVAÇÃO

Ao longo de minha vida profissional, no Brasil e no Exterior, seja como executivo, empresário ou consultor, enfrentando situações mais diversas que resultaram em algumas expressivas vitórias e alguns frustrantes fracassos (... sim, eles inevitavelmente acontecem) aprendi algumas verdades incontestáveis e entre elas destaca-se o fato que é o fator humano que faz a grande diferença.
É gente que faz acontecer!
Essa crença tem sido tema básico de diversos textos desse blog onde tento compartilhar algumas idéias de como liderar, motivar e gerir pessoas. O saber lidar com gente não se restringe ao ambiente dos negócios, vai muito além deles e afeta até as relações que mantemos com o mundo, aí envolvendo família, amigos, igrejas, só para limitar ao mais óbvio do alcance de nossas atitudes e ações.
O fundamento dessas idéias até aqui compartilhadas tem sido apontar os pontos fortes de liderança para motivar gente a dar o melhor de si para alcançar resultados e ser feliz no processo, mas de repente me dei conta da importância de meditar sobre o que não fazer para desmotivar pessoas e ter de enfrentar as conseqüências devastadoras da desmotivação.
Com essa preocupação encontrei texto de autoria de David Peck (*) recentemente publicado em seu blog onde, depois de escrever mais de 650 artigos sobre pontos fortes de lideranças, preocupado com as razões que lavam lideres a falharem e consciente de que um mundo melhor depende de lideres melhores, apontou o que ele entende como sendo os seus pontos fracos e os resumiu como segue onde acrescentei detalhes que me pareceram pertinentes:
1 – Distanciando-se dos liderados, sendo arrogante e prepotente. Fazendo isso o líder desagrega, subutiliza, cala seus melhores colaboradores e acaba por perdê-los. Além disso, a arrogância muitas vezes leva a exagerar nas promessas e minguar as entregas de resultados. Lição a ser aprendida: ser mais sincero, mais autêntico, humilde e, ainda que possa ser desconfortável, mais vulnerável.
2 – Liderando para agradar aos outros, para ser aceito, simpático, querido, amado. Esses líderes tendem a focar mais em pessoas do que em resultados. Lição a ser aprendida: focar na obtenção de resultados, comprometendo-se e liderando outros a se comprometerem com metas, tomando decisões difíceis e assumindo com coragem as questões de desempenho.
3 – Liderança ditatorial, perfeccionista e hipercrítica.  As coisas acontecem, mas o custo pode ser o esgotamento pessoal e da equipe, o estado de atrito permanente se estabelece. A conseqüência é a redução do potencial de retorno com o tempo. Lição a ser aprendida: ser mais cooperativo, gentil, confiante na equipe, aceitar pequenas falhas e a diversidade de pensamento, delegar mais deixando o time evoluir e entendendo que em muitas circunstâncias o bom já é suficiente.
4 – Não entregar resultados desejados em tempo hábil. Os melhores líderes necessitam guiar as pessoas certas para alcançar os melhores resultados projetadas dentro dos orçamentos definidos. Lição a ser aprendida: concentrar-se mais nas tarefas, processos, pessoas e resultados do que em outras coisas, principalmente quando as metas estão em risco.
5 - Liderando com incongruência e hipocrisia. Não fazer o que se diz, ou dizer uma coisa e fazer o contrário. Lição a ser aprendida: O exemplo vale muito mais do que as palavras, pratique as ações certas antes de mostrar o caminho. Seja autêntico e fiel a si mesmo e aos seus valores e atue coerente com eles no trato com sua equipe e o público com que interage.
6 – Tendência a ser complacente, parar de aprender, excesso de investimento no "status quo", esquivar-se e ficar inacessível com freqüência. Lição a ser aprendida: Compreenda que desafios e lutas fazem bem para o coração e a alma e não devem ser evitados. Descubra o que ama e que lhe motiva na vida profissional, seja um novo trabalho, uma nova carreira, um novo negócio ou pelo menos a certeza de que ficar parado não é suficiente.
7 – Otimismo exagerado sobre pessoas, estratégias ou táticas - Apoiar pessoas de baixo desempenho por muito tempo. Lição a ser aprendida: Reconhecer a realidade de como as coisas “são”, ao contrário de como “poderiam” ou “deveriam” ser. Entenda que “lealdade” a causas ou pessoas de baixo desempenho pode provocar divisões e prejudicar a organização como um todo.
8 – Pessimismo exagerado sobre pessoas, estratégias ou táticas – Tratá-las como se fossem objetos a serem manipulados ou descartados facilmente. Lição a ser aprendida: Ser paciente com pessoas, estratégias ou táticas que se empenham, mas que requerem algum tempo maior para consolidar. Ter consciência que decisões difíceis podem ser necessárias se depois de reconhecidos todos os potenciais e dadas todas as condições de trabalho os resultados não forem entregues. Mas, em qualquer situação, o respeito é fundamental.
9 – Limitação de inteligência emocional: Problemas em entender uma ampla gama de sentimentos e permitir que eles  conduzam a posicionamentos conflituosos sobre si mesmo e outros. Lição a ser aprendida: fazer introspecção para entender mais claramente e trabalhar suas emoções e sentimentos para alcançar melhor equilíbrio emocional. Isso pode resultar em uma pessoa melhor em todos os sentidos.
10 – Falta de clareza sobre o impacto em outras pessoas, limitando a habilidade de influenciar, adaptar-se à cultura e se posicionar na estrutura organizacional. Algo como não conseguir fazer parte do grupo ou criar barreiras à integração, desagregar o time e não conseguir os resultados esperados. Lição a ser aprendida: É fundamental compreender que seu impacto sobre os outros pode ser mais importante que a maioria de seu trabalho. Se auto avalie e se corrija em tempo real procurando feedback de colegas e outras pessoas. Procure saber como esta se saindo, qual é seu papel, o que é necessário para melhorar. Tenha consciência que depois de desmotivar seu pessoal tudo será mais difícil e o preço a ser pago pode ser muito alto.
A tese central de David Peck é que executivos e gerentes trabalham duro para serem eficazes, mas alguns querem mais: trabalhar com mais significado, alcançar seus objetivos e serem mais felizes com seus trabalhos ou simplesmente serem lideres melhores.
Autoconhecimento é a chave para ir além de ser eficaz. De fato a grande liderança, a que faz a diferença, não começa do lado de fora, mas com a pessoa que você é. As crenças conduzem a sentimentos, crenças e sentimentos conduzem a ações, e essas ações conduzem a seus resultados.
O autor conclui que enfrentar esses problemas, ou ajudar alguém a fazê-lo, pode realmente contribuir para fazer do mundo um lugar melhor.
Vale meditar sobre o tema!
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(*) David Peck, Presidente de Leadership Unleashed  empresa de coach de executives de grande reputação internacional e autor do livro “"Beyond Effective: Practices in Self-aware Leadership" (Trafford Publishing) e do blog “Recovering Leader”.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

EXPOSIÇÃO PROLONGADA À NEGATIVIDADE FAZ MAL AO CÉREBRO OU OS MALES DA MURMURAÇÃO!

A exposição contínua e prolongada à negatividade faz mal ao celebro é o que afirma o empreendedor Trevor Blake (*) em seu livro “Three Simple Steps: A Map to Success in Business and Life” onde descreve como neurocientistas, medindo a atividade cerebral diante de vários estímulos, identificaram que neurônios no hipocampo do cérebro descascam quando expostos a 30 minutos ou mais de negatividade, inclusive via TV.


O hipocampo é a parte do cérebro utilizada para resolver problemas e as conseqüências desse processo podem ser bem devastadoras. Encurralado ouvindo queixas, reclamações e lamúrias a tendência é que você passe a se comportar dessa maneira também, pode ficar mudo e o cérebro amolecer!

Drástico. Bom é ficar longe dessas situações.

Mas se você é gestor de alguma organização qualquer precisa ser informado de tudo que esta errado com ela. Ocorre que há grande diferença entre chamar sua atenção para o que esta ou pode dar errado e reclamações e queixas negativistas. “Normalmente as pessoas que estão se queixando não querem uma solução, querem que você endosse e se alinhe a causa delas”. “Isso pode danificar o seu cérebro ainda que você seja apenas um ouvinte passivo. E se você tentar mudar esse comportamento vai se tornar o próximo alvo da queixa”.

O Autor recomenda três medidas para “proteger seu cérebro”:

·             Afaste-se, mantenha distância.

Afaste-se das pessoas negativas que estão sempre reclamando e se queixando de tudo e de todos. Para proteger seu cérebro e evitar ser contagiado, se for possível, afaste-se mesmo!

·             Peça ao queixoso para resolver o problema.

Peça ao reclamante que indique uma solução para o problema e que assuma a responsabilidade por sua implementação. Nesse ponto muitas pessoas se afastam ofendidas porque não obtiveram o que queriam de você, mas algumas podem realmente tentar resolver a questão o que é um avanço em termos de comportamento.

·             Use um escudo protetor.

Quando confrontado com situações de queixas, reclamações e murmurações que não possa evitar use técnicas mentais para se proteger. Crie uma “bolha” mental e refugie-se nela. Desvie seu pensamento para outras coisas evitando ser atingido e perturbado pelas murmurações. Blake cita como exemplo, entre outros, o caso do falecido golfista espanhol Steve Ballesteros (**) que extremamente hostilizado pela multidão que assistia a uma partida sua contra o americano Jack Nicklaus (***), e que queria a sua derrota, se refugiou numa dessas “bolhas” mantendo a tranqüilidade e alcançando a vitória. 

Independente desse assunto de deterioração do cérebro exposto continuamente a queixas e reclamações proceder ou não, o fato é que a murmuração é tão danosa que a própria bíblia a relaciona como pecado sério e trata dela em diversos versículos de vários livros.

Em Colossenses 3.12 trata dos pais que murmuram por causa do comportamento dos filhos, em vez de corrigi-los; em 1 Pedro 3.1-7, dos casais que vivem murmurando um do outro; em Efésios 5.25-28, de membros que murmuram a respeito da sua igreja; em Êxodo 15.24, 16 e 17 narra a travessia do deserto conduzida por Moisés onde o povo hebreu murmurava por ter fome, ter sede, por querer carne, e muitas outras lamúrias. 

Na minha visão, o problema maior do negativismo, queixas, reclamações e murmurações não é com quem fica exposto a essas situações, mas sim com quem assume esses comportamentos. Essas posturas não levam a nada além das frustrações de não realizar coisa alguma.

Avaliem o despropósito das murmurações dos hebreus depois de vivenciarem o maior milagre coletivo da história, a travessia a pé enxuto do Mar Vermelho e o aniquilamento posterior do exército egípcio, serem dominados pelas lamúrias por falta de água para beber. Precipitaram e murmuraram, foram beber água de fonte amarga!

A murmuração torna a vida amarga, causa divisões, acaba com relacionamentos e amizades, paralisa o trabalho e, pior, anula a promessa. O vagar dos hebreus pelos 40 anos no deserto comprova bem  isso.

A cada um de nós cabe vigiar e cuidar para que, mais de que deteriorarmos nossos cérebros ouvindo queixumes negativos, não nos transformemos em murmuradores negativos.

Vale meditar...
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 Fontes: Minda Zetlin escritora de tecnologia e negócios co autora de “The Great Gap”; Trevor Black – “Three Simple Steps: A Map to Success in Business and Life”; Mensagem da Igreja Batista Nova Jerusalém em Abril 2009.

Notas:
(*) Trevor Black empresário inglês na área farmacêutica e biotecnologia; inovador no lançamento de diversos medicamentos para doenças raras.
(**) Steve Ballesteros espanhol jogador profissional de golf que ganhou mais de 50 torneios internacionais ao longo de sua carreira e foi uma das maiores figuras desse esporte muito popular na Europa e Estados Unidos.

(***)Jack Nicklaus americano jogador profissional de golf e um dos maiores expoentes dessa modalidade esportiva tendo conseguido recorde de vitórias em torneios que permanece até hoje.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O PERFIL DO TRABALHADOR DE ALTO DESEMPENHO

A imprensa especializada e a literatura de negócios têm sido pródigas na apresentação de cenários e tendências, macro e micro, que apontam para aumento da volatilidade e complexidade no ambiente de negócios num momento da baixa atividade econômica que se estabeleceu a partir da crise financeira global.

Essa verdade, consensual, amplifica os desafios enfrentados por empresários e executivos que buscam aumentar faturamento e resultados e diversos estudos indicam que as organizações que lograram alcançar os melhores índices foram aquelas que puderam obter melhor produtividade de seus recursos humanos.

CEB, prestigiosa empresa de consultoria com sede em Arlington, VA, publicou em dezembro do ano passado no seu anual “Executive Guidance 2013” o resultado de pesquisa que realizou entrevistando mais de 23 mil empregados em 40 organizações globais onde procurou identificar as características de colaboradores de alto desempenho que podem e fazem diferença em situações de alta volatilidade.

Tudo que veiculou baseia-se na realidade das grandes corporações globais, mas como os resultados identificados aplicam-se também às nossas escalas quero compartilhar aqui os pontos principais dessa pesquisa onde, baseada em opinião de 1.500 altos executivos contidos na amostra analisada, CEB identificou 10 tendências que se enquadram em 3 categorias mais abrangentes:

·         Mudanças Econômicas e Organizacionais:
- freqüentes mudanças organizacionais;
- grandes incertezas financeiras;
- downsizing organizacional.

As ambigüidades, mudanças econômicas, alterações em legislações, práticas regulatórias e rápidos desenvolvimentos tecnológicos provocam alterações nos objetivos estratégicos, alteram as estruturas organizacionais, modificam processos e composições das equipes e a conseqüência é o decréscimo da produtividade da força de trabalho a menos que os gestores ajudem os funcionários a se anteciparem aceitando e se enquadrando nas mudanças.

·         Trabalho mais independente:
- funções intercambiáveis e grupos de trabalho interdepartamentais;
- relações matriciais;
- trabalho disperso geograficamente;
- trabalho em equipe.

As organizações tornaram-se mais matriciais com funcionários compartilhando mais autoridade e responsabilidades formais o que exige mais colaboração que só ocorrerá se as empresas permitirem e incentivarem as redes informais e contatos pessoais fornecendo direção clara, propiciando incentivos para o trabalho integrado e disponibilizando a melhor tecnologia possível.

·         Aumento de trabalho de conhecimento:
- novas tecnologias de informação;
- trabalho não rotineiro;
- maior disponibilidade de informações.

O crescimento exponencial do poder de computação, a proliferação de suas aplicações em negócios, a automação de processos, entre outros, implicaram em profundas transformações nos métodos de trabalho. O uso intensivo de informações passou a ser a regra e a capacidade de coletá-las, interpretá-las e decidir a partir delas passou a ser crucial. Essa é a característica do trabalhador do conhecimento e essas habilidades que são mais comuns nos níveis superiores não são muito disseminadas em níveis médios e inferiores onde também não deixam de ser cada vez mais necessárias.

Essas macro tendências amplificam os impactos na forma como a estrutura do trabalho é administrada e apontam para realidades que afetam o desempenho dos trabalhadores. Que perfil e que habilidades serão requeridas desses trabalhadores do conhecimento que devem ser imunes aos efeitos paralisantes das mudanças rápidas e profundas; que devem ter capacidade de lidar e analisar informações diversas e esparsas tomando decisões certas e eficazes em todos os níveis das organizações?

O estudo em análise indica as seguintes características desses profissionais de alto desempenho:

1.    Capacidade de priorizar;
2.    Trabalho em equipe;
3.    Consciência organizacional;
4.    Habilidade para resolução de problemas;
5.    Autoconhecimento;
6.    Pro atividade;
7.    Capacidade de influenciar;
8.    Capacidade de tomada de decisão;
9.    Agilidade de aprendizado;
10.  Conhecimentos técnicos.

Essas características darão a essas pessoas de desempenho superior capacidade de se adaptarem rapidamente às mudanças usando proativamente seus conhecimentos para identificarem prioridades e agirem para levarem adiante seus projetos. Darão também condições de trabalharem colaborando e influenciando outros membros da equipe espalhados pela estrutura e até dispersos geograficamente de modo que a organização como um todo seja mais eficaz.

Muito bem, mas que realidade CEB encontrou em sua abrangente pesquisa?

Embora muitos trabalhadores dominem processos, tecnologias e ferramentas em seus trabalhos, poucos têm a necessária habilidade de análise e expertise para usá-las e tomar decisões eficazes (se essa é a realidade no universo que pesquisaram, imaginem na nossa...). Capacidades de análise, julgamento e tomada de decisão não são encontradas prontas no mercado, mas podem ser aprendidas com tempo e desenvolvidas com experiência, maturidade e vivência de negócios. Habilidade de trabalhar em equipe e influenciar outras pessoas também pode ser desenvolvida na prática pela interação de trabalho em grupo sob orientação de pessoal mais experiente.

Todos, gestores e colaboradores, precisam adquirir visão mais ampla do negócio que transcenda aos objetivos e metas individuais e alcancem o desempenho da organização como um todo, isso significa se superar cumprindo suas metas e contribuindo significativamente para que outros cumpram as suas. A conseqüência é o aumento de receitas e resultados.

Bem óbvio e fácil, não é? Vai fazer...

Convenhamos, não é nada fácil, mas pode ser feito. Há sempre a opção de encontrar no mercado gente com essas características, mas isso leva tempo, tem limitações de escala e não é simples substituir a experiência, então o treinamento “on-the-job” é um bom projeto a se implantar. Sem entrar em detalhes de números, cumpre registrar que CEB, com base em estatísticas levantadas em seu estudo, demonstra que quanto maior a percentagem de colaboradores envolvidos em programas de desempenho corporativo maior é o aumento de resultados no todo. O propósito desses programas é treinar para conseguir o máximo de desempenho individual e o máximo de colaboração para atingir os objetivos corporativos.

As pesquisas indicaram que as organizações que lograram aumentar faturamento e resultados foram aquelas que puderam treinar e habilitar seus funcionários a focarem mais nos objetivos globais do que em processos e divulgarem essa visão. Conseguiram também capacitar seus colaboradores a tomarem decisões e gerenciarem seu trabalho com mais autonomia a partir de objetivos compreendidos de forma mais clara por acesso a mais informações e recursos para projetos chave. Tiveram, ainda, sucesso em conectar seus colaboradores às fontes de informação ao invés de simplesmente fornecer a informação e estabelecer a prática irrestrita da colaboração com intensa troca de idéias, tudo focado em um número limitado de projetos coerentes com os objetivos da organização, seus prazos e expectativas.

A conclusão de tudo isso é que quem faz a diferença é gente! E a verdade é que sempre foi assim, mas agora com a prevalência de mudanças rápidas, abrangentes, constantes e inevitáveis, com a realidade do trabalhador do conhecimento e globalização as empresas de qualquer tamanho, segmento ou localização têm de entender essa realidade do trabalho e se adaptarem a ela.

Vele meditar sobre o tema.
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Fonte: CEB – Executive Guidance for 2013- www.executiveboard.com

terça-feira, 23 de julho de 2013

MOTIVADO E POSITIVO NO AUGE DAS CRISES. FÁCIL DE FALAR...

Não importa sua atividade, seu status social, idade, patrimônio ou estilo de vida, num determinado estágio de sua existência você pode enfrentar uma crise profunda que abala sua motivação por mais positivo que você seja.

Doença, confusão, solidão, falta de dinheiro e perspectivas, entre outras, são situações que podem lhe levar ao fundo do poço. Nessas horas, quando parece não haver saída, é fácil ficar abatido, desmotivado e ver tudo sob o lado mais negativo.
Esse fato é uma verdade e inúmeros trabalhos, de simples artigos a livros de autoajuda que alcançam sucesso editorial fantástico, tentam indicar caminhos para superar essas situações que podem resultar em quadros de profundo abatimento com reflexos negativos em sua vida pessoal e em seus negócios.

Qualquer que seja a abordagem desses conselhos alguns pontos importantes são comuns e constituem verdades incontestáveis. São eles:
·         Atitude.

Atitude é fundamental e faz toda a diferença em qualquer aspecto da vida, sobretudo nos momentos de superação.
A decisão de não se entregar a sentimentos de auto piedade, insegurança e medo vai lhe permitir enxergar a vida com mais clareza e a ter mais confiança no mundo e em você mesmo. Você vai se sentir mais forte, confiante, equilibrado, feliz e isso vai se refletir no seu trabalho e desempenho independente das condições externas e circunstancias que esteja enfrentando.
Viktor Frankl, um psicólogo que ficou anos num campo de concentração na Alemanha, nos quais como milhões de judeus perdeu tudo e toda sua família e lidou com crise muito maior que a maioria de nós pode sequer imaginar, desenvolveu o que chamou de “a última liberdade humana”, que é a capacidade de “escolher a atitude pessoal diante de determinado conjunto de circunstâncias”.
Num cenário drástico de fome, humilhação, medo, sofrimento, tortura ele realizou sessões terapêuticas nos seus companheiros de prisão tendo como um dos propósitos “despertar num paciente o sentimento de que é responsável por algo perante a vida, por mais duras que sejam as circunstâncias, mesmo as mais miseráveis”.
A sua tese está em seu livro “Em busca de um sentido: um psicólogo no campo de concentração” e aponta, em resumo, que mantendo a Fé, trabalhando, adquirindo experiência e conhecimento, seguindo valores éticos e pessoais seguros a vida tem um sentido potencial em quaisquer circunstâncias.
Isso é atitude, resulta em vitalidade e faz toda diferença.
·         O ambiente e as pessoas.
O ambiente e as pessoas que o cercam desempenham papel importantíssimo no processo de superação do quadro depressivo. Fundamental afastar-se das pessoas negativas, e suas influências, que o colocam para baixo, afetam seu moral e limitam seu entusiasmo.
Ao contrário, procure conviver com pessoas positivas que alcançaram sucesso enfrentando situações adversas como a sua, por pior que ela seja, ou superaram dificuldades que pareciam intransponíveis e foram capazes de vencerem suas frustrações e seguirem em frente. Essas sim podem contribuir substancialmente para reavivar seu espírito positivo.
·         Metas.
Você deve definir um objetivo a alcançar, estabelecer metas que sejam desafiadoras, mas factíveis. Quanto mais claros, precisos e quantificáveis forem os objetivos e as metas melhor!
Sabendo aonde quer chegar e onde esta a cada momento será mais fácil permanecer motivado quando as dificuldades, inevitáveis, surgirem no caminho.
·         Os exemplos.
Outros fatores importantes para elevar seu ânimo são exemplos que você pode obter lendo livros, assistindo a aulas e conferências, fazendo algum trabalho voluntário.
São muitas as fontes que podem lhe trazer inspiração alimentando-o com estímulos positivos e encorajadores capazes de agirem como catalisadores para transformar a situação que esta vivendo dando-lhe novas maneiras de pensar e abordar o que deve ser feito.
Você vai ver que pessoas imperfeitas, e mesmo azarões, tiveram de trabalhar duro e com inteligência para superar seus obstáculos e realizar coisas incríveis e entender que se eles puderam fazê-lo você também pode.
·         A persistência.
Muitas vezes ao longo do processo você vai enfrentar percalços e se defrontar com situações que podem lhe desgastar e puxar para baixo, mas se você estiver realmente determinado a conseguir alguma coisa tem de persistir e seguir em frente na certeza de que a mudança é possível.
Persista! Dê um passo de cada vez, mas sem nunca perder o foco no seu objetivo.
Tudo fácil de falar, não é?
Mas na realidade, no auge das crises (estou me referindo a crise mesmo, de verdade e quem já passou por elas sabe o que estou pensando), quando nos descobrimos no fundo do poço e percebemos que ainda podemos afundar mais, nos tornamos muito vulneráveis, perdendo a fé em tudo a nosso redor, experimentando sensação de abandono geral.
Pois é nessa hora que temos de voltar para Aquele que tem um Poder infinito em suas mãos. A força que você precisa e a resposta que deseja estão ao seu alcance e talvez a experiência do fundo do poço seja algo que você tem de experimentar para então conhecer a graça, a bondade e a misericórdia do Pai, que lhe faz companhia no fundo do poço...
Vale meditar sobre isso!

Fontes: Viktor Frankel – Em busca de um sentido: Um psicólogo no campo de concentração; Anne – Sophie Reinhardtis – My Intercontinetal Life; Shane Snow Blog – What Inspires me;  Deepak Chopra – The Conscious Lifestyle; Pr. Nelio DaSilva – Diversos.